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Pecado, pecadinho, pecadão. Será que não?

 
 
Quando eu era criança a gente cantava uma música que dizia “pecado, pecadinho, pecadão, isso não!”. Depois de um tempo, os adultos perceberam que era errado ensinar isso às crianças, pois, na realidade, Deus não classifica pecados. Uma mentira é pecado da mesma forma que um homicídio é. Porém, pensando em nossos dias, será que aprendemos mesmo que pecado não tem tamanho? Pecado, pecadinho, pecadão… Será que ainda não os definimos assim?
 
Nós temos uma ânsia de descobrir se algo é pecado ou não, já observou isso? Sempre que chega um ministro novo na igreja, as primeiras perguntas que fazemos a ele são: “o que você acha de tatuagem? E de piercing?”, “o que pensa sobre bebidas alcoólicas?”. No fundo queremos saber se essas coisas são pecados ou não.
 
Eu estava refletindo sobre isso e cheguei à conclusão de que não há essa necessidade. Ou melhor, não é só rotulando os pecados e decretando proibições que vamos agradar a Deus. Nós descobrimos como o agradar quando nos relacionamos verdadeiramente com Ele.
 
É como qualquer outro relacionamento. No início, não sabemos muito sobre a pessoa, sobre o que ela gosta e o que não gosta, sobre suas preferências. Com a convivência vamos descobrindo o que mais lhe agrada e o que lhe ofende. Mas isso só acontece quando desenvolvemos intimidade com o outro, quando dedicamos nosso tempo, ouvimos mais o outro.
 
Com Deus também é assim, mediante um relacionamento com Ele, nós aprendemos a agradá-lo. É mais fácil do que se imagina, pois Ele se revelou através da Bíblia e nos deixou o Espírito Santo que confirma em nossos corações aquilo que nos dá paz e o que nos afasta Dele. Lendo sua Palavra e ouvindo a voz do Espírito saberemos o que é pecado e o que não é, e mais, receberemos sabedoria para tomar as atitudes conforme a vontade do Pai.
 
Claro que Deus também se revela através das pessoas. Poder contar com um conselho sábio é maravilhoso. Mas não precisamos depender somente do conselho de outras pessoas, podemos falar direto com o Maravilhoso Conselheiro (Isaías 9:6).
 
Portanto, sejamos gratos àquele que permitiu esse livre acesso: Jesus. Ele que decidiu se relacionar conosco. Somente por intermédio de Jesus é que podemos nos relacionar diretamente com o Criador.
“Antes vocês estavam separados de Deus e, em suas mentes, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês. Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação, desde que continuem alicerçados e firmes na fé, sem se afastarem da esperança do evangelho, que vocês ouviram e que tem sido proclamado a todos os que estão debaixo do céu. Esse é o evangelho do qual eu, Paulo, me tornei ministro.” (Colossenses 1:21-23)

 

 

 

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